| Com dez anos de
carreira e seis CDs lançados, Oficina G3 é uma banda
que apresenta um trabalho enraizado no mais puro rock, sem
deixar de lado as baladas. A qualidade sonora do grupo - e dos
seus músicos, claro, que têm formação teórica e prática
na área e são endorsement de grandes marcas de instrumentos
e amplificadores – se une à letras inteligentes e evangelísticas.
E, diferentemente de algumas bandas do mesmo estilo, a Oficina
G3 não se apresenta apenas em estádios ou shows, mas também
em igrejas, independentemente de denominação.
Áudio
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Perfil
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Pode
parecer dicotômico – afinal estamos falando de uma banda de
rock, geralmente associada à irreverência –, mas a Oficina
acredita num verdadeiro chamado ministerial vindo de Deus.
Confirmado através dos “frutos” (vidas restauradas)
colhidos freqüentemente, até mesmo fora do país. A vinda para
a MK Publicitá em nada mudou o som do grupo. “A banda
continua a mesma, desenvolvendo a mesma linha: muita guitarra e
as velhas baladas. A única exigência que a gravadora nos fez
é que continuássemos sendo a Oficina G3, tocando o bom e velho
rock’and’roll”, garante Juninho, que tem ao seu lado:
Walter Lopes (bateria, vocal e compositor), Jean Carllos
(tecladista e vocal), P.G. (vocalista principal e compositor) e
Duca Tambasco (baixista e vocal).
A
história que começaram a escrever na pequena e revolucionária
igreja
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do Tio Cássio
(como era chamado o fundador da Cristo Salva) é repleta de episódios
marcantes e surpreendentes. Deus escolheu cada componente,
restaurando suas vidas e manifestando Seu poder de forma muito especial.
"Se fôssemos contar
a história de cada um, ficaríamos horas contando as maravilhas e
milagres. Alguns de nós, Deus tirou das drogas, do álcool e outros de
uma vida cristã de fachada", compartilha Juninho, também
compositor. O visual despojado é apenas um detalhe.
Amparada nas experiências de vida de seus componentes e no talento
natural de cada um, que a Oficina G3 desenvolve seu trabalho.
Trabalho este, moderno para os padrões de algumas igrejas brasileiras -
poucas, é verdade -, mas na medida para alcançar um público heterogêneo,
que não se prende à faixa etária definida - apesar de
terem grande identificação com adolescentes e jovens. O rock não tem
idade, mas tem de ter consistência para se estabelecer. Feito que
a Oficina já conseguiu sem esconder sua origem, ou mascarar suas reais
intenções. "A gente toca rock e ama Jesus", afirma Duca.
Por isso, buscam clareza em suas canções e falam de forma explícita
do amor de Deus.
O Começo da Banda
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Pode
não parecer, mas a banda de rock Oficina G3 nasceu de um Ministério de
Louvor. Isso foi em meados de 1988, na igreja Cristo Salva em São Paulo
ou igreja do Tio Cássio como era conhecida. Nesta igreja existiam dois
grupos de louvor e foi criado um terceiro grupo para suprir a escala e
melhor aproveitar os músicos da igreja, e foi neste grupo 3 que Juninho
Afram (guitarra) e Wagner Garcia "Maradona" (baixo) e Walter
Lopes(bateria) passaram a tocar juntos, e pela amizade, gosto musical e
a mesma visão evangelística passaram a encarar o Grupo 3, não apenas
como um grupo para suprir a escala, mas como uma banda de verdade e
acreditar que Deus tinha algo especial para eles.
Neste mesmo tempo Luciano Manga (vocal) e Túlio Régis (vocal) que também
faziam parte da igreja e já cantavam com eles no louvor, vieram para
assumir definitivamente os vocais do G3. Em 1990, a banda gravava seu
primeiro LP "ao vivo" e foi neste dia que nasceu oficialmente
a banda OFICINA G3. "Oficina vem da idéia de concerto, porque nós
tocamos e cantamos as nossas experiências com um Deus, que pode
concertar e restaurar o que está quebrado. E G3 é uma abreviação de
Grupo 3, onde tudo começou", explica Juninho Afram.
Com a saída de alguns integrantes, Duca Tambasco (baixo) e Jean Carllos
(teclado) se juntaram à tropa, e já gravaram a partir do 3º CD,
"Indiferença" (1996). Mas Duca já havia participado como
convidado especial em "Nada É Tão Novo, Nada É Tão Velho"
, na versão CD (1994). PG (vocal) foi o último a chegar - o que
aconteceu após a saída de Manga - e já podemos ouvi-lo desde o CD Acústico
(1998).
O Estilo Musical
Quem
foi que disse que o diabo é o pai do rock? A única coisa de que ele é
pai, é da mentira ( Jo 8:44).Por acaso, foi ele quem criou os
instrumentos musicais? É bíblico: "tudo quanto tem fôlego, louve
ao Senhor". Sendo assim, a Oficina G3 não podia deixar de atender
ao chamado de Deus. Por isso, não deu atenção às palavras de maldição,
muito menos se importou com a resistência dos mais ortodoxos, que
custaram a aceitar o som da turma por puro preconceito. Passados 10 anos
da estréia (oficial), a Oficina G3 é conhecida nacionalmente como uma
das grandes - se não a maior - bandas de rock do momento. Agora, com
seis CDs gravados e contratada pela MK Publicitá. "O
Tempo" é o primeiro trabalho pela nova gravadora.
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O
som produzido pela Oficina não deixa nada a desejar ao das
grandes bandas de rock fora do mercado gospel.
Definitivamente, a diferença não está na qualidade e sim na
mensagem. O grupo é formado por músicos capacitados e com
talento reconhecido não só pelo segmento. Walter Lopes, por
exemplo, foi o primeiro baterista gospel a ser endorsement das
baterias Pearl e acaba
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de
assinar contrato coma Tama - que no Brasil patrocina apenas mais 2 músicos
(um deles é o Baroni do grupo Paralamas do Sucesso). Duca Tambasco é
endorsement dos amplificadores Crate e das cordas Solez, Juninho Afram
é endorsement dos amplificadores Crate, das cordas NIG e é colunista
da revista Cover Guitarra - Duca e Juninho são professores de música,
assim como PG.
A Oficina G3 segue a cartilha do autêntico rock'n'roll, com guitarra
eletrizante, baixo pulsante, teclado vigoroso, bateria alucinante e um
vocal firme e versátil. Exagero? Paradoxo? Nada disso. Com a
maturidade de quem viveu e vive constantes experiências com Deus, cada
componente do grupo procura dosar suas atuações, de forma que a glória
e honra sejam dadas ao Rei das Nações. Eles apenas utilizam o
dom que receberam para ministrar a Palavra com qualidade e poesia, também.
Por isso, a vaidade não tem lugar entre eles. "Nosso lema é
Jesus, Vida e rock'n'roll", divulga Walter.
Não só com o rock mais tradicional ou pesado (para alguns...), mas a
Oficina mostra grande desenvoltura também com as baladas. Prova disso
é o enorme sucesso de venda do CD Acústico Ao Vivo (1999). O trabalho
trouxe os grandes hits da banda em versões mais light - com
instrumental mais moderado -, o que viabilizou a apresentação da banda
em igrejas e não apenas em shows ou eventos. A primeira canção
lançada pela MK foi também uma balada, "Perfeito Amor" (CD
Amo Você 6), e ajudou a fortalecer a imagem do grupo por todo o país.
"Nossa principal raiz é o rock, mas sem deixar de lado as baladas.
Já nossas influências são variadas. Além do rock, também gostamos
de blues, jazz e por aí vai ", conta Juninho.
O Sucesso
Cada passo dado pela
Oficina tem a confirmação do Senhor. Foi assim desde a formação até
a transferência para a MK - onde Deus tem aberto portas inesperadas.
Aliás, foi para galgar degraus cada vez mais altos que o grupo aceitou
o convite da gravadora carioca.
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O
CD "O Tempo" consolida esse "casamento". E
mostra a banda em grande fase. Pois ela conseguiu equilibrar
todas as vertentes do rock e ainda temperar com boas
baladas.
A
música de trabalho é a faixa que dá nome ao disco e envolve
já nos primeiros acordes. Mas é só ouvir mais um pouquinho
para gostar de uma vez por todas. Pontuada por vários climas,
ela é enriquecida pela participação de um coral
black-gospel e naipe de cordas (violino, violoncelo...),
mesclando o tradicional com o contemporâneo.
As outras 11 canções não deixam a "peteca
cair". A primeira faixa, "O Caminho" é outra
que vai marcar esse CD. Pois, além da letra forte, vem
recheada de efeitos especiais.
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Também
se destaca a canção "Brasil". Seguindo a linha reflexiva e
contestadora, a banda fala sobre o nosso lindo país e seus problemas.
Mas apresenta, à seu modo, a única solução: Jesus Cristo. Detalhe:
todas as canções deste novo trabalho foram composta pela própria
Oficina: uma tática que já virou regra.
Comprometimento
Os planos de Deus são
realmente tremendos e, certamente, o ministério da Oficina é
abençoado por ele. A prova está nos frutos... Aliás, PG se converteu
num show da Oficina G3 e, claro, nem fazia idéia que um dia viria a ser
o vocalista da banda. "Meu primo me levou, mas eu não sabia que
era show evangélico. Os caras tocavam o rock que eu gosto e foi a maior
loucura", conta o vocalista, provando que os shows podem ser usados
na evangelização. Walter também é prova viva do poder de Deus.
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Na
adolescência, se entregou ao vício e entrou para gangues de
rua em São Paulo. Depois de liberto e restaurado passou
a se dedicar ao evangelismo dessas pessoas. "O rock é um
veículo que a gente usa para falar de vida" , reforça
Walter.
Por
isso, o virtuosismo da Oficina não sobrepõe sua principal
missão: pregar o evangelho. "Tocamos numa praça do
Uruguai onde era ponto de venda de drogas. Deus mandou um
temporal e os 'cristãos' nos deixaram com os traficantes,
viciados e malucos.
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No final, muitos se
converteram e um mês depois, naquela mesma praça, se batizaram 250
pessoas, frutos daquele dia", relata o guitarrista uma das muitas
experiência sobrenaturais.
A banda não acredita em cantar e tocar sem que exista um lugar para
receber e aprender de Deus, por isso todos congregam em suas respectivas
igrejas que é a Batista, Comunidade da Graça, e Renascer em Cristo.
Ousadia
A Oficina G3 teve a
ousadia de ser lançar no mercado num tempo em que nossas igrejas só
consideravam lícitos os hinos tradicionais, herdados da reforma
protestante e copiados em hinários como Cantor Cristão (Batista) ou
Harpa Cristã (Assembléia de Deus).
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Seus
fundadores souberam reconhecer o chamado de Deus e tiveram
coragem para persistir em sua missão. Não titubearam em
divulgar o evangelho da foram que eles mais sabiam: tocando
rock. E assim foram e são canal das bênçãos de Deus e
instrumentos da salvação.
Com esse estilo de música levam palavras de vida à pessoas e
lugares que não se abrem facilmente para a música gospel.
Pelas portas que abriram já passaram diversas outras bandas e
muitos outras ainda virão. Porém, barreiras outras serão
derrubadas, e mais portas serão abertas. Até o dia em que a
música gospel será reconhecida no Brasil e no mundo por seu
potencial e sua importância de não apenas trazer música,
mas vida em Jesus.
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Fotos
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Juninho
Afram - Duca Tambasco - Walter Lopes - PG - Jean Carllos |
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PG |
Jean Carllos |
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Jean
Carllos - Walter Lopes - Juninho
Afram - PG - Duca Tambasco |
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Walter
Lopes |
Juninho
Afram |
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Duca
Tambasco |
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Gravação Clip |



Oficina G3 Você ouve na Rádio
Nacional Gospel Paz e Vida 920AM
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Matéria:
Eurípedes Rosa da Paixão Júnior Fonte:
Gravadora MK e Oficina G3
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